três respirações profundas e diafragmáticas
me livram, ou tentam, do ímpeto de sufocar
todos os problemas de dentro e de fora parecem demais
mas meus motivos fúteis sempre arranjam caminho
nem tudo mudou, nesses novos-normais dias tristes
desamores ainda são o centro-mor das angústias
(seria uma permanência onde se segurar?)

a sensação de sufocar me lembra você
o seu lado é um lugar que não me deixa respirar
eu tenho que ficar tão quietinha, tão miudinha
não viver demais a ponto de ficar ofegante
porque ali sei que vou buscar respiro sem achar

você quer-não-quer tanto, me quer-não-quer tanto não…

Helena

escrevendo nas madrugadas minhas rotas de fuga / sem nenhum intuito de fazer boa poesia

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